<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710</id><updated>2011-04-22T02:21:15.416+01:00</updated><title type='text'>Cottonetes</title><subtitle type='html'>O blog das palavras soltas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-45864743043148876</id><published>2008-01-02T21:21:00.000Z</published><updated>2008-01-02T21:26:18.065Z</updated><title type='text'>Olha que confusão!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bom, nem sei por onde começar. Normalmente começa-se pelo início, mas neste assunto nem sei qual é o início nem se o há. Enfim, comecemos então pela estupidez que é a construção de mais um aeroporto. Pergunto-me qual a razão que levou alguém, um dia, a pensar que seria necessário mais um aeroporto em Portugal. Não nos chega o que já existe? Não bastaria fazer algumas obras de manutenção ou até mesmo alargamento no que já temos? Será mesmo preciso fazer-se outro? Hum… e esse outro terá mesmo de ser a não sei quantos quilómetros de Lisboa? Então e depois as deslocações? Táxis? Autocarros? TGV??? Essa é outra, o TGV. Mas que utilidade terá esse meio de transporte num país como o nosso?! Alguém que veja a realidade: somos pobres. Pobres de dinheiro e de espírito, porque se assim não fosse nunca nos passaria pela cabeça meter um TGV pelo meio do país. Já aqui referi que se deve começar por baixo, pelos alicerces, mas ainda se continua a construir casas pelo telhado e, um dia, isto vai dar muito mau resultado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que vem a seguir? Ah, já sei, os aumentos para 2008 (que falar de ideias tristes de 2007 e tempos antigos já chateia). Ora bem, temos o preço da água a aumentar, da luz, do gás, do pão, dos combustíveis, das portagens, do tabaco, das taxas moderadoras… um rol que nunca mais acaba.  Eu sou fumadora, mas verdade se diga que o aumento do tabaco é o mal menor. O que realmente me irrita, me tira do sério e me dá ganas de emigrar é o aumento do preço de bens essenciais. Ninguém escolhe estar doente, por favor!! Todos temos de comer, de beber água, de tomar banho!! Os ordenados permanecem na mesma, ou melhor, um aumentozito minúsculo, e não digam que vai daqui, mas as coisas que necessitamos todos os dias, das quais não podemos prescindir aumentam de forma astronómica. Não sei onde isto vai parar, se algum dia ainda haverá dinheiro para comer. Veremos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso também falar da nova lei do tabaco… Ná, não me apetece. Está feita, é para cumprir, lá está, do mal o menos (mas percam um pedacinho de tempo a analisar a hipocrisia desta lei).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há mais (voltamos ao ano transacto) o fecho das maternidades, das urgências hospitalares, dos centros de saúde, etc. Deixo aqui um desafio: quem passar por este blog (que coisa tão improvável…) e resolver ler as coisas que escrevo que faça uma lista de tudo o que acha que está mal no nosso país. Mas não desenvolvam muito, só tópicos. Vamos ver quantas folhas somos capazes de encher. Eu sou sincera, abri este documento Word a pensar que ía conseguir organizar ideias e afinal ainda me confundi mais, porque são demasiadas coisas para desenvolver e opinar sobre, portanto, já que dei o nome de “Olha que confusão”, termino dizendo que ando mesmo confusa com tanta asneirada junta. Nunca tal se viu. Nunca tal julguei possível!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-45864743043148876?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/45864743043148876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=45864743043148876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/45864743043148876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/45864743043148876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2008/01/olha-que-confuso.html' title='Olha que confusão!!'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-117266441255687207</id><published>2007-02-28T12:05:00.000Z</published><updated>2007-02-28T12:06:52.566Z</updated><title type='text'>Complex</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Numa altura em que se fala tanto da Era Digital e do Simplex, chego à conclusão que tudo isto não passa disso mesmo; de uma época cheia de zeros e uns que ninguém compreende e, os poucos que compreendem, não podem valer a um país inteiro. Implementar medidas que pretendem simplificar a vida dos portugueses, mais não é do que complicar a vida a esses mesmo portugueses. Ora vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o IRS através da Internet;&lt;br /&gt;Comprar o selo do carro através da Internet;&lt;br /&gt;Marcar consultas médicas através da Internet;&lt;br /&gt;Estudar através da Internet de acordo com o moderno E-Learning (ensino a distância).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São só alguns exemplos, bons exemplos dirão, do que o Simplex tem para nos oferecer. Pois bem, num país onde a igualdade de oportunidades é tão badalada, não estará o responsável deste bendito Simplex a esquecer-se de qualquer coisa? Num pais onde a igualdade de oportunidades não passa do papel não estará a dar-se um passo maior que a perna? Não vamos esquecer que Portugal é um país de recente democracia, maioritariamente envelhecido e com uma taxa de natalidade brutalmente baixa bem como uma taxa de ilitracia demasiadamente elevada. O que uma minoria pode pensar ser a simplicidade da Era do Digital, leva a que a maioria da população veja os seus dias contados pelo facto de não ter quaisquer meios ou medidas para acompanhar essa Era tão desejada e conotada de um adjectivo muito forte mas não tão real como isso e ao qual se chama evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta dizer que agora somos um país que avança lado a lado com os nossos vizinhos da União Europeia. Não vamos em cantigas. Isso nunca será possível se não se construírem os alicerces. São imperativas medidas que permitam a toda a população poder usufruir da maravilhosa Internet e dos seus serviços. É necessária formação, aprendizagem, ajuda, solidariedade para com aqueles que não têm competências na área e que também não têm possibilidades de acompanhar o dito progresso. Se não tomarmos estas medidas urgentes, os poucos que se conseguem safar serão donos do mundo à medida que os outros cavam a sua própria sepultura apenas por não terem recursos para avançar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos também o outro lado da questão; Esta Era do Solitário é também uma Era pobre pela simples razão de que cada vez mais, pela força das circunstâncias, os que se safam acabam por se isolarem do mundo lá fora. Já não se vai a uma repartição de finanças entregar o IRS, já não precisamos sair de casa para ir à escola. Então e as relações humanas? Então e os afectos? Então e os olhares? Se cada vez mais o Simplex toma lugar nas nossas vidas, se cada vez mais nos tornamos sedentários, se cada vez mais nos enchemos de trabalho porque precisamos de dinheiro para acompanhar a Era do Digital, onde vai parar tudo aquilo que é a essência da existência humana? Num mundo onde o espaço é tão grande e, ao mesmo tempo, tão pequeno para muitos, vamos nós restringirmo-nos a pouco mais de dois metros quadrados que deve ser mais ou menos a distância entre a secretária e a cadeira onde nos sentamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos fazer o bem para que os outros nos achem bem. Mesmo que para evoluir tenhamos que mostrar uma imagem menos evoluída do nosso país, esse é o caminho, essa é a forma correcta de fazer uma casa. Começar por baixo, ser humilde, reconhecer os erros, o tempo é amigo da perfeição, já a pressa em ser bem visto pelos outros só pode trazer mais declínio e quedas mais altas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-117266441255687207?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/117266441255687207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=117266441255687207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/117266441255687207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/117266441255687207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2007/02/complex.html' title='Complex'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-117034054093869228</id><published>2007-02-01T14:33:00.000Z</published><updated>2007-02-01T14:35:40.960Z</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na era do digital onde se lê o ecrã de um computador, onde existem hiperligações no decorrer de uma leitura, onde as histórias são passadas de e-mail em e-mail, onde nada é nosso e tudo é de todos, ainda existem pequenos grandes tesouros que podemos guardar na nossa memória, no nosso coração e nas nossas mãos. Esses tesouros chamam-se livros. Apesar do preço excessivo os livros são pedaços de alguém que um dia os escreveu. No fundo descrevem características tão próprias do seu autor como das personagens que vagueiam pelas páginas encadernadas de um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro é um pedaço das gentes, das almas, dos sentimentos. É uma partilha no fundo. A imaginação pode levar-nos bem longe. Quanto tempo demorou a escrever uma página daquele livro? Quanto tempo demorou a idealizar aquela história? Quanto tempo demorou a pensar, a envolver as palavras numa camada suave de carinho e ternura? Quanto tempo demorou a colocar em folhas de papel uma narrativa repleta de amor? Sim, porque quem escreve tem amor por aquilo que faz. Porque quem escreve demora tempo a imaginar, a traduzir emoções, a pensar no que quer dar a conhecer. Porque quem escreve vive a sua história de forma intensa e muito pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lê absorve uma quantidade de afectos que se sentem vivos no folhear de cada página. Quem lê procura uma identificação naquelas palavras. Quem lê encontra magia na história que alguém escreveu. Quem lê descobre a companhia inconfundível e insubstituível que um livro pode ser. Quem lê cruza as vivências e as emoções de cada linha com as suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será fácil escrever um livro. Não será fácil, de certo, depositar sensações tão pessoais numa resma de papel. Não será fácil, com certeza, enredar tramas, desenvolver assuntos, imaginar situações, conduzir uma narração repleta de descrições, e, por certo, não será nada fácil captar e traduzir por palavras aquilo que nos vai na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros são portas escancaradas para o mundo lá fora. São visitas guiadas aos locais mais inóspitos do planeta terra, da alma de cada um. Livros são mãos que nos seguram e nos afastam da nossa vida por alguns instantes e nos permitem sonhar, viver, descobrir sensações e vivências que, de outra forma, não seriam possíveis. Livros são amigos que nos envolvem na magia de um relato. São escapes, são alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só têm a vantagem de nos levar por caminhos utópicos, de nos dar a conhecer culturas diferentes, sítios diferentes, pessoas diferentes como ainda nos ensinam a escrever e a falar melhor. Ensinam-nos também que a literatura está repleta de formas características e únicas dependendo de quem escreve. Existem estilos diversos, histórias diversas, temas diversos. Por entre as folhas de um livro temos a oportunidade de conhecer quem o escreveu. Por mais distante que o relato pareça, o seu autor está lá, bem presente a cada folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros são ajudas, verdadeiros companheiros contra a solidão, janelas abertas para a vida. Por ter a honra de poder ler e imaginar digo: Ainda não se paga para sonhar e no dia em que isso acontecer, mudo-me para outro planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-117034054093869228?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/117034054093869228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=117034054093869228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/117034054093869228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/117034054093869228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2007/02/livros.html' title='Livros'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-116825336066637658</id><published>2007-01-08T10:45:00.000Z</published><updated>2007-01-08T10:49:20.676Z</updated><title type='text'>Irmãs e Irmãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este é outro tema sobre o qual não devia pronunciar-me. Mas como me faz uma certa confusão tem que ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, então as freiras também são chamadas de irmãs, certo? Pois bem. Mas afinal, são irmãs de quem? Eu tenho um irmão logo sou irmã dele, mas não sou irmã de nenhuma freira. Quer dizer, segundo se diz, todos somos irmãos, mas sendo assim não percebo porque é que elas são tratadas por irmãs e eu não o sou. Porque é que me dizem «Bom dia vizinha» em vez de «Bom dia irmã»? Ou porque é que eu chamo as pessoas pelo nome próprio e a elas tem que ser irmã? Porque é que as senhoras não dizem «Olá, eu sou a dona Palmira»? Porque raio têm que se auto intitular de Irmã Palmira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensem que estou a gozar ou a brincar com este tipo de assuntos. Nada disso. Desde que me conheço por gente que acredito muito em Deus. Mas vão desculpar-me, em relação à Igreja tenho grandes dúvidas. Aquela história de apregoar a paz e a harmonia é só garganta. Então afinal os padres vivem de quê? Da boa vontade dos contribuintes? E trabalhar não? Sim, porque dar missa não é propriamente trabalho… E quem são eles para transmitir a palavra de Deus? Tanto quanto sei são iguais a mim e a todos os outros. São meus irmãos não é? Pois então eu também posso dar missa. Ah, esperem, não posso, não fiz votos de castidade, nem estudei no seminário. Por esta ordem de ideias já não somos iguais. Outra coisa, eu fui baptizada como a maioria das pessoas que vivem numa sociedade católica, mas podia não ter sido. Acho que calhou assim. No entanto, não andei na catequese, nem fiz a primeira comunhão. Assim, não posso comer a hóstia. Se, por acaso, o fizer, estou a pecar. Mais que raio de autoridade têm os senhores padres para dizer que estou a pecar? Não estou a matar ninguém, nem a cometer nenhum crime. Ora essa! Então eu vou à missa e depois fico a ver os “santos” a comerem a hóstia. Tão diferentes que somos afinal. Outra, as pessoas que casam pela igreja são abençoadas por Deus, segundo diz o padre, e as desgraçadas que vivam em união de facto ou que casem pelo civil? Já não são abençoadas por Deus… Quer dizer que vivem como que na clandestinidade. Então mas o amor não é uma coisa que deve estar acima de tudo? Claro que sim. Mas os que não foram à igreja para serem abençoados se calhar não amam… Deve ser isso. E se eu não fosse baptizada também não podia lá por os pés para me casar. Credo! Com tanta lei é normal que sejamos todos uns pecadores. Ainda relacionado com isto, se o amor é vital e deve ser para todos porque razão os padres não casam? Porque razão não podem ter uma companheira e procriar? Depois admiram-se que a natalidade seja baixa. Tinha mais umas coisas para dizer, mas não quero ferir susceptibilidades. Fico-me por aqui. Mas ainda não acabei. E as atrocidades que se fazem em nome da religião? Uns matam e dizem que foi Deus que os mandou, outros esfolam e dizem que foi Alá quem deu a ordem. Há missas para os soldados que morreram em defesa da pátria. Então se um soldado vai para a guerra e mata uns quantos inimigos que se lhe atravessam no caminho ainda é a abençoado. Se eu me passar da cabeça e der uma facada no senhor primeiro ministro (longe de mim!!) vou presa uma data de anos. Isto há com cada uma! É como se costuma dizer, uns são filhos outros são enteados. E quem é que me convence que tenho de me confessar a um padre? Isso é que era bom! Confessar por confessar, confesso-me a Deus, que nem é preciso, ele lá sabe de tudo. Desde quando é que um senhor vestido de batina tem poder para me absolver dos meus pecados? Reza-se um pai-nosso, umas quantas ave marias e já está. Parece brincadeira de crianças. Eu cá acho que ser honesto e respeitar os outros dando amor, ajudando e partilhando é o suficiente para se viver em paz e para transformar o nosso mundinho num sitio bem melhor. Se em vez de andarem por ai a apregoar fossem realmente fazer o bem ao próximo é que era. Claro que há excepções, nem todos são iguais. Devem haver imensos padres, bispos, sacerdotes, irmãs, freiras, como lhes quiserem chamar que praticam o bem e levam a sua missão a sério. Mas acreditem que a chamada Igreja Católica já teve melhores dias e que no seu seio reina a hipocrisia e, quem sabe, muita maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este assunto tinha pano para mangas, mas vou terminar por aqui. Deixo-vos com uma frase de uma música bastante conhecida do Gabriel, o pensador: Lá porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha de sofrer também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam felizes e, acima de tudo, olhem o mundo à vossa volta e façam alguma coisa pelos outros. Independentemente das crenças de cada um, somos todos humanos e a essência da vida reside no facto de podermos aprender com as diferenças e os ensinamentos dos que nos rodeiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-116825336066637658?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/116825336066637658/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=116825336066637658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116825336066637658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116825336066637658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2007/01/irms-e-irmos.html' title='Irmãs e Irmãos'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-116825045716528133</id><published>2007-01-08T09:57:00.000Z</published><updated>2007-02-01T14:38:16.236Z</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ora… o Natal. Bom, o Natal é a celebração do nascimento de Jesus. Quem não sabe quem é Jesus é favor procurar informação a esse respeito. Há 2007 anos que no dia 25 de Dezembro se comemora este dia. Se calhar não é preciso dizer isto, portanto não me vou alongar com a descrição de factos históricos. Não quero roubar o lugar do professor José Hermano Saraiva. Vamos então ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que devia ser uma época de fraternidade, celebração e amor transformou-se de forma sublime em época de consumo, fartura e hipocrisia. É um bocado aquela história do «dá-me uma prenda e é se queres que te dê uma a ti.» E também «Nos chineses era mais barato, mas depois pode parecer mal.» Enfim, nos dias que correm o Natal gira em torno do número de prendas que se dá e se recebe e dos números que se gastam com elas. É uma correria desenfreada às lojas e aos centros comerciais para descobrir qualquer coisinha para oferecer. Claro que o que conta é a intenção, mas se me derem um plasma fico mais contente do que se receber um par de peúgas. «É só uma lembrança.» É o que se costuma ouvir, mas se alguém se esquece dessa lembrança parece muito mal. Quantas não são as pessoas que gastam o que têm e o que não têm para comprar lembranças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois são as jantaradas. É bacalhau, polvo, doces e mais doces. Comemos que nem alarves até sentir a comida na garganta. Sobra imenso, divide-se pela família, o resto vai para o lixo. Mas o ponto alto da noite são as prendas. Não se aguenta até à meia-noite, pelas dez horas já estão todos a abrir embrulhos. Mesmo que não se goste diz-se «era mesmo isto que eu precisava.» Lá no fundo roem-se de inveja da prenda do irmão, ficam danados por não terem recebido aquilo que esperavam. Depois vai cada um para seu canto e ficam mais não sei quanto tempo sem se falarem. É que a vida é muito preenchida e não há tempo para se lembrarem da família. No Natal é que é. Ou melhor, tem que ser. Se não fosse a tradição, o socialmente correcto, nem no Natal se viam. E quando dizemos que precisamos de qualquer coisa, mas ninguém nos oferece porque é uma coisa reles? Aos olhos dos outros sim, mas para quem precisa não. Por exemplo, este ano precisava de peúgas, pedi umas coloridas com bonequinhos. Tive sorte, a minha mãe deu-me as peúgas, mas não as embrulhou em papel bonito, deu-mas num saco verde, ou seja, aquilo não foi uma prenda de Natal, foi uma oferta igual a tudo o que é comprado cá para casa ao longo do ano. Mas porquê? Gostei tanto das minhas peúgas! Mesmo oferecidas dentro de um saco verde fazem mais jeito do que o guarda-jóias que me deu a minha tia (não sei se devia dizer isto). É que eu não uso jóias. Coloquei-a no armário e por lá ficará a ocupar espaço até que eu tenha dinheiro para as jóias. Quando a desembrulhei a minha tia disse «é para guardares os anéis» e eu respondi «ou os dedos». Lá está, as pessoas tentam ser simpáticas e oferecem uma lembrança e nós, cruéis, dizemos estas coisas. Por outro lado, ao menos que nos oferecessem coisas úteis, se não sabem o que pode ser útil também aceitamos dinheiro, esse sim faz sempre jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sinto aquela expectativa na altura do Natal, não pelo jantar e pelas conversas que se repetem de ano para ano, mas porque tenho oportunidade de receber prendas, ou seja, posso pedir qualquer coisinha de que precise ou que me faça falta. Quem não gosta de abrir presentes? Mas é uma época triste. É a única altura do ano em que toda a gente diz ter pena dos que não podem ter um Natal com a família, com comida, com uma casa quentinha. E no resto do ano hã? Então, no resto do ano não existe pobreza, nem fome, nem frio, nem necessidades. No Natal somos tão bonzinhos, mas no dia a seguir voltamos a ser aquilo que sempre fomos, uns cegos que não querem ver o mundo que nos rodeia. Uns egoístas que só olham para o próprio umbigo. Felizmente ainda existem almas caridosas que ajudam quem precisa, que fazem algo pelos outros não só na época do Natal. Pois, é que quem precisa, precisa ao longo de todo o ano. O Natal não pode ser vivido à imagem do pai natal, mas sim do menino Jesus. O senhor pai natal, coitado, veste sempre o mesmo fato e não existiria se Jesus não tivesse nascido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-116825045716528133?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/116825045716528133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=116825045716528133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116825045716528133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116825045716528133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2007/01/natal.html' title='Natal'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-116497095436096493</id><published>2006-12-01T11:01:00.000Z</published><updated>2006-12-01T11:02:34.363Z</updated><title type='text'>Hiperactividade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda ontem vi uma reportagem sobre hiperactividade que me deixou um bocadinho indignada. Na minha opinião esta é uma doença nova como tantas outras que vão surgindo com o passar dos anos e que, como nova que é, adquire dimensões alarmantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado indignei-me porque hoje em dia qualquer pessoa que tenha um tipo de comportamento menos igual ao da maioria já é rotulado como doente a precisar de acompanhamento. Quando isso acontece tem que se inventar um nome novo para apadrinhar o problema daquela ou daquelas pessoas. É nessa altura que nasce uma nova doença. E depois começam a ver-se imensas pessoas que apresentam os mesmos sintomas e depois já são tantas que se fala das novas doenças do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado indignei-me porque vi determinados comportamentos em crianças que me chocaram. Tudo bem, essas crianças até podem ter um problemazito qualquer, são demasiado activas, não conseguem prestar atenção a nada, não levam a cabo nenhuma tarefa, não conseguem dar ouvidos a ninguém. Mas dai a serem mal-educadas e agressivas com quem os rodeia vai um bocadinho. Reparei naquela criança de quatro anos (se a memória não me falha) que está numa consulta de psicologia com os seus pais. Apesar desta criança não ligar qualquer importância àquilo que a psicóloga lhe está a dizer, ainda vira costas depois de retirar agressivamente um objecto da mão da senhora. Ninguém lhe diz nada. Tanto os pais como a profissional de saúde ficam a olhar para a criança sem qualquer tipo de reacção. Ora, uma criança até pode ser hiperactiva, mas não é parva e eu penso que atitudes destas por parte dos encarregados de educação só facilitam o lado da criança que se diz doente. Será mesmo que eles são hiperactivos ou são apenas crianças normais, umas com mais genica que outras, personalidades diferentes, carácteres diferentes, que estão a descobrir o mundo e a quem um par de estalos ou uma repreensão mais feroz pode fazer milagres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me cabe a mim discutir se a hiperactividade realmente existe ou se é apenas um novo conceito que alguém inventou porque não tinha mais nada para fazer. Conheço casos bem próximos de crianças insuportavelmente reguilas às quais nunca foram aplicadas medidas como uma palmada, um castigo severo ou uma conversa bem fundamentada. Se não lhes põem rédea curta como esperam que eles cresçam e se comportem nesse período? Acredito que na educação das crianças deve existir diálogo, compreensão, uma boa conversa por vezes tem melhores resultados que um sopapo. Mas quando temos crianças de personalidade vincada que começam a mostrar sinais de não querer ouvir, de querer fazer tudo o que lhes apetece, temos que adoptar medidas mais radicais. Um bom par de estalos nunca fez mal a ninguém. Não me venham com a conversa do coitadinho do menino, não se bate nas crianças. Muitos há, por ai soltos no mundo, que lhes teriam feito muita falta umas palmadas de vez em quando. Neste caso dar um estalo não é violência é educação. Não vamos deixar que os meninos tomem conta da nossa vida a seu belo prazer enquanto assistimos passivamente ao desmoronar de algo que devia ser a educação. As birras, os gritos, as choradeiras são normais, anormal seria se não existissem. É claro que alguns abusam desses seus direitos, mas nada que um pulso firma não resolva. Quando eu era pequena mandavam-me constantemente ficar quieta um minuto e, para isso, diziam-me que olhasse o ponteiro dos minutos e aguardasse que ele se movesse sessenta vezes. Ao fim de dez segundo eu dizia, o ponteiro está avariado. E ninguém mais conseguia fazer-me parar. Quando mais tarde me tentavam dar explicações de matemática eu fazia de tudo para não ter que suportar isso. A minha atenção não se conseguia fixar naquele emaranhado de números. Ao mesmo tempo eu era aquilo que se pode chamar de bicho-do-mato. Não falava com ninguém, em vez de prestar atenção ao professor a minha imaginação voava para bem longe e não saberia reproduzir o que tinha sido dito e feito durante a aula. Nos recreios isolava-me, preferia sempre a companhia de pessoas mais velhas como as auxiliares ou mesmo os professores ou então deixava-me ficar a um canto a olhar para os outros. Em casa, além do comportamento eléctrico tinha momentos de me fechar no meu mundo, sozinha e criar uma bola à minha volta cheia de imagens e situações imaginárias. Sempre tive os meus demónios com quem falava. Querem agora dizer-me por que nunca me foi diagnosticado autismo, por exemplo? Porque nessa altura a palavra provavelmente não existia. Não, não era falta de informação, venho de uma família informada, culta, atenta e bem formada. Apenas cresci num seio de boa educação onde se tenta lidar com a personalidade de cada um como sendo única. Não se mete tudo no mesmo saco e depois toca de lhe dar comprimidos para ver se lhe passa a parvalheira. Eu era mais introvertida que os outros, diferente e especial como todas as crianças do mundo. E acessos de raiva, birras e bate o pé sempre tive em criança, mimos a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sou uma pessoa normal, ou melhor, diferente de todas as outras, porque não existem pessoas normais. Todos somos seres humanos e temos o direito e o dever de crescer de forma sã baseados em princípios de igualdade, respeito, liberdade e bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-116497095436096493?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/116497095436096493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=116497095436096493' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116497095436096493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116497095436096493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2006/12/hiperactividade_01.html' title='Hiperactividade'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-116405892180561347</id><published>2006-11-20T20:59:00.000Z</published><updated>2006-11-20T21:42:01.836Z</updated><title type='text'>Violência vs Sexo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No outro dia perguntei a mim mesma qual a razão de se censurar o sexo e de não o fazer com a violência. Por exemplo, é normal ver as criancinhas a assistir a desenhos animados violentos tipo &lt;em&gt;Dragon Ball&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Power Rangers&lt;/em&gt;, mas já não é nada normal pôr-lhes um filme pornográfico à frente. Porquê? Sim, porquê? Vejamos: O sexo é uma coisa natural no ser humano. Mais tarde ou mais cedo todos o fazem, da maneira que entendem. A violência não. A violência não é natural, humana. Ou pelo menos não deveria ser. Sexo faz bem à alma e ao corpo, a violência não. Então por que é que se continua a "liberalizar" a violência e se proíbe o sexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogos como o &lt;em&gt;GTA&lt;/em&gt;, para maiores de dezoito anos, são jogados por crianças, não vale a pena iludir. Elas matam, esquartejam, atropelam, arrancam cabeças e ninguém diz nada, é só um jogo. Quem conhece o &lt;em&gt;Grand Thef Auto&lt;/em&gt; sabe que as cenas de sexo explícito foram cortadas. Para quê tanta hipocrisia? Alguém dirá: A culpa é dos pais e dos encarregados de educação que permitem que os seus meninos joguem tais jogos. Sim, é verdade. Mas nos dias de hoje a violência está de tal forma banalizada que quando se ouve nas notícias relatos de ataques bombistas, ou de acidentes de viação já não se ouvem exclamações de indignação, todos nós vemos essas imagens e o que nos apraz dizer? Coitados, este mundo está cada vez pior, vês filho, estas coisas são muito más. E se, de repente, apanharmos a nossa criança em frente de um vídeo erótico? Mas o que é que estás a fazer?! Desliga já isso! Não são coisas para a tua idade! E não são para a idade delas porquê? Então quer dizer, o sexo é coisa de adultos e a violência é de todos. Que bonito! Olha filho trouxe-te um jogo onde ganhas pontos quando matas pessoas, acho que até vou jogar contigo, liga lá a &lt;em&gt;Playstation&lt;/em&gt;. Mas também: Estes supermercados vendem estes jogos? Que horror! Deviam banir estas coisas. Onde é que já se viu crianças a verem cenas de sexo?! Paizinhos, não sejam hipócritas, por favor. Quando deixarem os vossos filhos em frente de um televisor horas a fio a ver desenhos animados não pensem que estão a educá-los, estão a banalizar a violência, a dar-lhes todas as lições que não se devem aprender. Acha-se normal ver miúdos a apontar pistolas (a fingir) uns aos outros? Acha-se normal ver pirralhos a lutar uns com os outros e a gritarem palavras de ordem como: vou-te matar!! Depois não se admirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou a dizer que devemos pôr os meninos a ver filmes pornográficos, claro que não. Nem violência nem sexo. Existem alturas para tudo e não é aos oito, nove, dez anos que vamos invadir os olhos e as mentes dos homens e das mulheres de amanhã com imagens decadentes de sangue a espirrar ou da menina que saboreia o nervo mais nervoso do corpo do homem. Haja um pouco de bom senso. Não vejam os jogos como simples jogos. Nem os adultos se conseguem comportar como tal quanto mais miúdos! O que é que querem? Que os adolescentes não tenham qualquer pudor em dar um murro  ou uma facada no tipo que se meteu com eles à saída da escola ou que pensem no sexo como um bicho papão que, depois  do experimentarem não querem outra coisa? Consequência, como o sexo sempre foi encoberto pelos senhores seus pais não há diálogo, não há à vontade para falar abertamente sobre a forma de conceber a vida e então? O que é que acontece? Ignorância. Pura ignorância. Por um lado são ignorantes por que encaram os murros, os tiros e os pontapés como a água de todos os dias. Por outro, são ignorantes por que cresceram sem saber por que se lhes esconde o sexo e depois quando o descobrem sozinhos fazem asneiras. A vergonha é uma das causas de tantas asneiras. Custa falar nele, custa falar sobre ele, custa falar dele, por que é segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que os meninos não devem viver na ignorância. Tal como disse, há uma determinada altura em que temos que nos sentar com eles e explicar-lhes com quantos paus se faz uma canoa. Temos esse dever. Agora, não vamos banalizar algo que nunca deveria ter existido e encafuar no buraco mais recôndito da face da terra algo que faz parte do crescimento, parte da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada coisa a seu tempo e o bom senso ajuda nestas decisões. Eu já sabia que o mundo se rege pela hipocrisia, mas nunca tinha pensado nisto desta forma. O que vale mais? Uma aprendizagem saudável ou ilusões sobre o mundo que nos rodeia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá, nem oito nem oitenta!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;asteriscos para todos*&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-116405892180561347?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/116405892180561347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=116405892180561347' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116405892180561347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116405892180561347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2006/11/violncia-vs-sexo.html' title='Violência vs Sexo'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37712710.post-116404403738653693</id><published>2006-11-20T17:24:00.000Z</published><updated>2006-11-20T18:11:38.023Z</updated><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O meu nome é Ana, tenho 21 anos e tudo aquilo que me apetecer dizer vou fazê-lo aqui. Tudo o que escrever neste blog não é com o intuito de ofender, denegrir ou prejudicar quem quer que seja. Apenas pretendo dar a minha opinião com bom senso ou não, com justiça ou não. É aqui que vou deixar o meu testemunho em relação aos assuntos que me derem na gana. Obrigada àqueles que lerem e obrigada também aos que não lerem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Postas que estão as apresentações declaro oficialmente aberto o &lt;em&gt;Cottonetes&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;asteriscos para todos*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37712710-116404403738653693?l=cottonetes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cottonetes.blogspot.com/feeds/116404403738653693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37712710&amp;postID=116404403738653693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116404403738653693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37712710/posts/default/116404403738653693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cottonetes.blogspot.com/2006/11/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>asterisco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06827586860222473633</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
