Este é outro tema sobre o qual não devia pronunciar-me. Mas como me faz uma certa confusão tem que ser.
Ora bem, então as freiras também são chamadas de irmãs, certo? Pois bem. Mas afinal, são irmãs de quem? Eu tenho um irmão logo sou irmã dele, mas não sou irmã de nenhuma freira. Quer dizer, segundo se diz, todos somos irmãos, mas sendo assim não percebo porque é que elas são tratadas por irmãs e eu não o sou. Porque é que me dizem «Bom dia vizinha» em vez de «Bom dia irmã»? Ou porque é que eu chamo as pessoas pelo nome próprio e a elas tem que ser irmã? Porque é que as senhoras não dizem «Olá, eu sou a dona Palmira»? Porque raio têm que se auto intitular de Irmã Palmira?
Não pensem que estou a gozar ou a brincar com este tipo de assuntos. Nada disso. Desde que me conheço por gente que acredito muito em Deus. Mas vão desculpar-me, em relação à Igreja tenho grandes dúvidas. Aquela história de apregoar a paz e a harmonia é só garganta. Então afinal os padres vivem de quê? Da boa vontade dos contribuintes? E trabalhar não? Sim, porque dar missa não é propriamente trabalho… E quem são eles para transmitir a palavra de Deus? Tanto quanto sei são iguais a mim e a todos os outros. São meus irmãos não é? Pois então eu também posso dar missa. Ah, esperem, não posso, não fiz votos de castidade, nem estudei no seminário. Por esta ordem de ideias já não somos iguais. Outra coisa, eu fui baptizada como a maioria das pessoas que vivem numa sociedade católica, mas podia não ter sido. Acho que calhou assim. No entanto, não andei na catequese, nem fiz a primeira comunhão. Assim, não posso comer a hóstia. Se, por acaso, o fizer, estou a pecar. Mais que raio de autoridade têm os senhores padres para dizer que estou a pecar? Não estou a matar ninguém, nem a cometer nenhum crime. Ora essa! Então eu vou à missa e depois fico a ver os “santos” a comerem a hóstia. Tão diferentes que somos afinal. Outra, as pessoas que casam pela igreja são abençoadas por Deus, segundo diz o padre, e as desgraçadas que vivam em união de facto ou que casem pelo civil? Já não são abençoadas por Deus… Quer dizer que vivem como que na clandestinidade. Então mas o amor não é uma coisa que deve estar acima de tudo? Claro que sim. Mas os que não foram à igreja para serem abençoados se calhar não amam… Deve ser isso. E se eu não fosse baptizada também não podia lá por os pés para me casar. Credo! Com tanta lei é normal que sejamos todos uns pecadores. Ainda relacionado com isto, se o amor é vital e deve ser para todos porque razão os padres não casam? Porque razão não podem ter uma companheira e procriar? Depois admiram-se que a natalidade seja baixa. Tinha mais umas coisas para dizer, mas não quero ferir susceptibilidades. Fico-me por aqui. Mas ainda não acabei. E as atrocidades que se fazem em nome da religião? Uns matam e dizem que foi Deus que os mandou, outros esfolam e dizem que foi Alá quem deu a ordem. Há missas para os soldados que morreram em defesa da pátria. Então se um soldado vai para a guerra e mata uns quantos inimigos que se lhe atravessam no caminho ainda é a abençoado. Se eu me passar da cabeça e der uma facada no senhor primeiro ministro (longe de mim!!) vou presa uma data de anos. Isto há com cada uma! É como se costuma dizer, uns são filhos outros são enteados. E quem é que me convence que tenho de me confessar a um padre? Isso é que era bom! Confessar por confessar, confesso-me a Deus, que nem é preciso, ele lá sabe de tudo. Desde quando é que um senhor vestido de batina tem poder para me absolver dos meus pecados? Reza-se um pai-nosso, umas quantas ave marias e já está. Parece brincadeira de crianças. Eu cá acho que ser honesto e respeitar os outros dando amor, ajudando e partilhando é o suficiente para se viver em paz e para transformar o nosso mundinho num sitio bem melhor. Se em vez de andarem por ai a apregoar fossem realmente fazer o bem ao próximo é que era. Claro que há excepções, nem todos são iguais. Devem haver imensos padres, bispos, sacerdotes, irmãs, freiras, como lhes quiserem chamar que praticam o bem e levam a sua missão a sério. Mas acreditem que a chamada Igreja Católica já teve melhores dias e que no seu seio reina a hipocrisia e, quem sabe, muita maldade.
Este assunto tinha pano para mangas, mas vou terminar por aqui. Deixo-vos com uma frase de uma música bastante conhecida do Gabriel, o pensador: Lá porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha de sofrer também.
Sejam felizes e, acima de tudo, olhem o mundo à vossa volta e façam alguma coisa pelos outros. Independentemente das crenças de cada um, somos todos humanos e a essência da vida reside no facto de podermos aprender com as diferenças e os ensinamentos dos que nos rodeiam.
Ora bem, então as freiras também são chamadas de irmãs, certo? Pois bem. Mas afinal, são irmãs de quem? Eu tenho um irmão logo sou irmã dele, mas não sou irmã de nenhuma freira. Quer dizer, segundo se diz, todos somos irmãos, mas sendo assim não percebo porque é que elas são tratadas por irmãs e eu não o sou. Porque é que me dizem «Bom dia vizinha» em vez de «Bom dia irmã»? Ou porque é que eu chamo as pessoas pelo nome próprio e a elas tem que ser irmã? Porque é que as senhoras não dizem «Olá, eu sou a dona Palmira»? Porque raio têm que se auto intitular de Irmã Palmira?
Não pensem que estou a gozar ou a brincar com este tipo de assuntos. Nada disso. Desde que me conheço por gente que acredito muito em Deus. Mas vão desculpar-me, em relação à Igreja tenho grandes dúvidas. Aquela história de apregoar a paz e a harmonia é só garganta. Então afinal os padres vivem de quê? Da boa vontade dos contribuintes? E trabalhar não? Sim, porque dar missa não é propriamente trabalho… E quem são eles para transmitir a palavra de Deus? Tanto quanto sei são iguais a mim e a todos os outros. São meus irmãos não é? Pois então eu também posso dar missa. Ah, esperem, não posso, não fiz votos de castidade, nem estudei no seminário. Por esta ordem de ideias já não somos iguais. Outra coisa, eu fui baptizada como a maioria das pessoas que vivem numa sociedade católica, mas podia não ter sido. Acho que calhou assim. No entanto, não andei na catequese, nem fiz a primeira comunhão. Assim, não posso comer a hóstia. Se, por acaso, o fizer, estou a pecar. Mais que raio de autoridade têm os senhores padres para dizer que estou a pecar? Não estou a matar ninguém, nem a cometer nenhum crime. Ora essa! Então eu vou à missa e depois fico a ver os “santos” a comerem a hóstia. Tão diferentes que somos afinal. Outra, as pessoas que casam pela igreja são abençoadas por Deus, segundo diz o padre, e as desgraçadas que vivam em união de facto ou que casem pelo civil? Já não são abençoadas por Deus… Quer dizer que vivem como que na clandestinidade. Então mas o amor não é uma coisa que deve estar acima de tudo? Claro que sim. Mas os que não foram à igreja para serem abençoados se calhar não amam… Deve ser isso. E se eu não fosse baptizada também não podia lá por os pés para me casar. Credo! Com tanta lei é normal que sejamos todos uns pecadores. Ainda relacionado com isto, se o amor é vital e deve ser para todos porque razão os padres não casam? Porque razão não podem ter uma companheira e procriar? Depois admiram-se que a natalidade seja baixa. Tinha mais umas coisas para dizer, mas não quero ferir susceptibilidades. Fico-me por aqui. Mas ainda não acabei. E as atrocidades que se fazem em nome da religião? Uns matam e dizem que foi Deus que os mandou, outros esfolam e dizem que foi Alá quem deu a ordem. Há missas para os soldados que morreram em defesa da pátria. Então se um soldado vai para a guerra e mata uns quantos inimigos que se lhe atravessam no caminho ainda é a abençoado. Se eu me passar da cabeça e der uma facada no senhor primeiro ministro (longe de mim!!) vou presa uma data de anos. Isto há com cada uma! É como se costuma dizer, uns são filhos outros são enteados. E quem é que me convence que tenho de me confessar a um padre? Isso é que era bom! Confessar por confessar, confesso-me a Deus, que nem é preciso, ele lá sabe de tudo. Desde quando é que um senhor vestido de batina tem poder para me absolver dos meus pecados? Reza-se um pai-nosso, umas quantas ave marias e já está. Parece brincadeira de crianças. Eu cá acho que ser honesto e respeitar os outros dando amor, ajudando e partilhando é o suficiente para se viver em paz e para transformar o nosso mundinho num sitio bem melhor. Se em vez de andarem por ai a apregoar fossem realmente fazer o bem ao próximo é que era. Claro que há excepções, nem todos são iguais. Devem haver imensos padres, bispos, sacerdotes, irmãs, freiras, como lhes quiserem chamar que praticam o bem e levam a sua missão a sério. Mas acreditem que a chamada Igreja Católica já teve melhores dias e que no seu seio reina a hipocrisia e, quem sabe, muita maldade.
Este assunto tinha pano para mangas, mas vou terminar por aqui. Deixo-vos com uma frase de uma música bastante conhecida do Gabriel, o pensador: Lá porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha de sofrer também.
Sejam felizes e, acima de tudo, olhem o mundo à vossa volta e façam alguma coisa pelos outros. Independentemente das crenças de cada um, somos todos humanos e a essência da vida reside no facto de podermos aprender com as diferenças e os ensinamentos dos que nos rodeiam.