No outro dia perguntei a mim mesma qual a razão de se censurar o sexo e de não o fazer com a violência. Por exemplo, é normal ver as criancinhas a assistir a desenhos animados violentos tipo Dragon Ball ou Power Rangers, mas já não é nada normal pôr-lhes um filme pornográfico à frente. Porquê? Sim, porquê? Vejamos: O sexo é uma coisa natural no ser humano. Mais tarde ou mais cedo todos o fazem, da maneira que entendem. A violência não. A violência não é natural, humana. Ou pelo menos não deveria ser. Sexo faz bem à alma e ao corpo, a violência não. Então por que é que se continua a "liberalizar" a violência e se proíbe o sexo?
Jogos como o GTA, para maiores de dezoito anos, são jogados por crianças, não vale a pena iludir. Elas matam, esquartejam, atropelam, arrancam cabeças e ninguém diz nada, é só um jogo. Quem conhece o Grand Thef Auto sabe que as cenas de sexo explícito foram cortadas. Para quê tanta hipocrisia? Alguém dirá: A culpa é dos pais e dos encarregados de educação que permitem que os seus meninos joguem tais jogos. Sim, é verdade. Mas nos dias de hoje a violência está de tal forma banalizada que quando se ouve nas notícias relatos de ataques bombistas, ou de acidentes de viação já não se ouvem exclamações de indignação, todos nós vemos essas imagens e o que nos apraz dizer? Coitados, este mundo está cada vez pior, vês filho, estas coisas são muito más. E se, de repente, apanharmos a nossa criança em frente de um vídeo erótico? Mas o que é que estás a fazer?! Desliga já isso! Não são coisas para a tua idade! E não são para a idade delas porquê? Então quer dizer, o sexo é coisa de adultos e a violência é de todos. Que bonito! Olha filho trouxe-te um jogo onde ganhas pontos quando matas pessoas, acho que até vou jogar contigo, liga lá a Playstation. Mas também: Estes supermercados vendem estes jogos? Que horror! Deviam banir estas coisas. Onde é que já se viu crianças a verem cenas de sexo?! Paizinhos, não sejam hipócritas, por favor. Quando deixarem os vossos filhos em frente de um televisor horas a fio a ver desenhos animados não pensem que estão a educá-los, estão a banalizar a violência, a dar-lhes todas as lições que não se devem aprender. Acha-se normal ver miúdos a apontar pistolas (a fingir) uns aos outros? Acha-se normal ver pirralhos a lutar uns com os outros e a gritarem palavras de ordem como: vou-te matar!! Depois não se admirem.
Não, não estou a dizer que devemos pôr os meninos a ver filmes pornográficos, claro que não. Nem violência nem sexo. Existem alturas para tudo e não é aos oito, nove, dez anos que vamos invadir os olhos e as mentes dos homens e das mulheres de amanhã com imagens decadentes de sangue a espirrar ou da menina que saboreia o nervo mais nervoso do corpo do homem. Haja um pouco de bom senso. Não vejam os jogos como simples jogos. Nem os adultos se conseguem comportar como tal quanto mais miúdos! O que é que querem? Que os adolescentes não tenham qualquer pudor em dar um murro ou uma facada no tipo que se meteu com eles à saída da escola ou que pensem no sexo como um bicho papão que, depois do experimentarem não querem outra coisa? Consequência, como o sexo sempre foi encoberto pelos senhores seus pais não há diálogo, não há à vontade para falar abertamente sobre a forma de conceber a vida e então? O que é que acontece? Ignorância. Pura ignorância. Por um lado são ignorantes por que encaram os murros, os tiros e os pontapés como a água de todos os dias. Por outro, são ignorantes por que cresceram sem saber por que se lhes esconde o sexo e depois quando o descobrem sozinhos fazem asneiras. A vergonha é uma das causas de tantas asneiras. Custa falar nele, custa falar sobre ele, custa falar dele, por que é segredo.
É óbvio que os meninos não devem viver na ignorância. Tal como disse, há uma determinada altura em que temos que nos sentar com eles e explicar-lhes com quantos paus se faz uma canoa. Temos esse dever. Agora, não vamos banalizar algo que nunca deveria ter existido e encafuar no buraco mais recôndito da face da terra algo que faz parte do crescimento, parte da vida.
Cada coisa a seu tempo e o bom senso ajuda nestas decisões. Eu já sabia que o mundo se rege pela hipocrisia, mas nunca tinha pensado nisto desta forma. O que vale mais? Uma aprendizagem saudável ou ilusões sobre o mundo que nos rodeia?
Vamos lá, nem oito nem oitenta!!
Jogos como o GTA, para maiores de dezoito anos, são jogados por crianças, não vale a pena iludir. Elas matam, esquartejam, atropelam, arrancam cabeças e ninguém diz nada, é só um jogo. Quem conhece o Grand Thef Auto sabe que as cenas de sexo explícito foram cortadas. Para quê tanta hipocrisia? Alguém dirá: A culpa é dos pais e dos encarregados de educação que permitem que os seus meninos joguem tais jogos. Sim, é verdade. Mas nos dias de hoje a violência está de tal forma banalizada que quando se ouve nas notícias relatos de ataques bombistas, ou de acidentes de viação já não se ouvem exclamações de indignação, todos nós vemos essas imagens e o que nos apraz dizer? Coitados, este mundo está cada vez pior, vês filho, estas coisas são muito más. E se, de repente, apanharmos a nossa criança em frente de um vídeo erótico? Mas o que é que estás a fazer?! Desliga já isso! Não são coisas para a tua idade! E não são para a idade delas porquê? Então quer dizer, o sexo é coisa de adultos e a violência é de todos. Que bonito! Olha filho trouxe-te um jogo onde ganhas pontos quando matas pessoas, acho que até vou jogar contigo, liga lá a Playstation. Mas também: Estes supermercados vendem estes jogos? Que horror! Deviam banir estas coisas. Onde é que já se viu crianças a verem cenas de sexo?! Paizinhos, não sejam hipócritas, por favor. Quando deixarem os vossos filhos em frente de um televisor horas a fio a ver desenhos animados não pensem que estão a educá-los, estão a banalizar a violência, a dar-lhes todas as lições que não se devem aprender. Acha-se normal ver miúdos a apontar pistolas (a fingir) uns aos outros? Acha-se normal ver pirralhos a lutar uns com os outros e a gritarem palavras de ordem como: vou-te matar!! Depois não se admirem.
Não, não estou a dizer que devemos pôr os meninos a ver filmes pornográficos, claro que não. Nem violência nem sexo. Existem alturas para tudo e não é aos oito, nove, dez anos que vamos invadir os olhos e as mentes dos homens e das mulheres de amanhã com imagens decadentes de sangue a espirrar ou da menina que saboreia o nervo mais nervoso do corpo do homem. Haja um pouco de bom senso. Não vejam os jogos como simples jogos. Nem os adultos se conseguem comportar como tal quanto mais miúdos! O que é que querem? Que os adolescentes não tenham qualquer pudor em dar um murro ou uma facada no tipo que se meteu com eles à saída da escola ou que pensem no sexo como um bicho papão que, depois do experimentarem não querem outra coisa? Consequência, como o sexo sempre foi encoberto pelos senhores seus pais não há diálogo, não há à vontade para falar abertamente sobre a forma de conceber a vida e então? O que é que acontece? Ignorância. Pura ignorância. Por um lado são ignorantes por que encaram os murros, os tiros e os pontapés como a água de todos os dias. Por outro, são ignorantes por que cresceram sem saber por que se lhes esconde o sexo e depois quando o descobrem sozinhos fazem asneiras. A vergonha é uma das causas de tantas asneiras. Custa falar nele, custa falar sobre ele, custa falar dele, por que é segredo.
É óbvio que os meninos não devem viver na ignorância. Tal como disse, há uma determinada altura em que temos que nos sentar com eles e explicar-lhes com quantos paus se faz uma canoa. Temos esse dever. Agora, não vamos banalizar algo que nunca deveria ter existido e encafuar no buraco mais recôndito da face da terra algo que faz parte do crescimento, parte da vida.
Cada coisa a seu tempo e o bom senso ajuda nestas decisões. Eu já sabia que o mundo se rege pela hipocrisia, mas nunca tinha pensado nisto desta forma. O que vale mais? Uma aprendizagem saudável ou ilusões sobre o mundo que nos rodeia?
Vamos lá, nem oito nem oitenta!!
asteriscos para todos*
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